terça-feira, 15 de junho de 2010

HISTORIA DE Angola

Angola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Angola
República de Angola
Bandeira de Angola
Brasão de Angola
Bandeira Brasão de armas
Lema: Virtus Unita Fortior
(em Latim: A unidade dá força)
Hino nacional: Angola Avante!
Gentílico: Angolano
Angolense[1]

Localização de Angola

Capital Luanda
08°49′S, 13°14′E
Cidade mais populosa Luanda
Língua oficial Português
Governo República
- Presidente José E. dos Santos
- Primeiro-ministro Fernando da Piedade Dias dos Santos
Independência de Portugal
- Data 11 de Novembro de 1975
Área
- Total 1.246.700 km² (23º)
- Água (%) desprezível
População
- Estimativa de 2007 16.900.000 hab. (70º)
- Censo 1970 5.646.166
- Densidade 13,56 hab./km² (199º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007 (FMI)
- Total US$ 91,286 bilhões (62º)
- Per capita US$ 5.898 (90º)
Indicadores sociais
- IDH (2007) 0,564[2] (143º) – médio
- Esper. de vida 42,7 anos (190º)
- Mort. infantil 131,9/mil nasc. (192º)
- Alfabetização 67,4% (142º)
Moeda Kwanza (AOA)
Fuso horário WAT (UTC+1)
Cód. Internet .ao
Cód. telef. +244
Website governamental http://www.angola-portal.ao Site Oficial

Mapa de Angola

Angola é um país da costa ocidental da África, cujo território principal é limitado a norte e a leste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais próximo da colónia britânica de Santa Helena. Angola foi uma antiga colónia de Portugal, com o inicio da colonização no século XV, e permaneceu como colónia portuguesa até à independência em 1975. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. A sua capital e a maior cidade é Luanda.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo[3] e exportador de diamantes da África Subsariana. Segundo o Fundo Monetário Internacional, mais de 4 biliões de Dolares teriam desaparecido do fundo de tesouraria de Angola na década de 2000. No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a FLEC, uma frente de guerrilha que luta pela secessão de Cabinda e que ainda se encontra activa[4]. É da região de Cabinda que sai aproximadamente 65% do petróleo de Angola.

Índice

[esconder]

[editar] História

Ilustração da rainha Nzinga em negociações de Paz com o governador português em Luanda em 1657.

O nome Angola deriva da palavra bantu N'gola, título dos governantes de uma região situada a leste da hoje capital Luanda, no século XVI, época na qual começou o estabelecimento de entrepostos comerciais da região pelos portugueses[carece de fontes?]. A ocupação efectiva deu-se após o Ultimato Britânico.

Foi uma colónia portuguesa até 1975, ano em que o país obteve a sua independência. Durante a ocupação filipina de Portugal, os holandeses procuraram desapossar os portugueses desta região, ocupando Luanda e outros pontos estratégicos do litoral (Benguela, Santo António do Zaire, as barras do Bengo e do Kwanza). Em 1648, o luso-brasileiro Salvador Correia de Sá reuniu no Rio de Janeiro uma grande expedição, com uma frota de quinze navios e cerca de dois mil homens, que expulsou os holandeses para contentamento tanto dos portugueses como dos colonos do Brasil. No século XX Angola manteve-se em guerra constante desde 1961 até 2002, primeiro em virtude da luta contra o domínio colonial português, depois como consequência da guerra civil que eclodiu em 1975 entre os principais partidos de Angola, os anteriores movimentos de libertação. O poder político manteve-se na posse do Movimento Popular de Libertação de Angola desde 1975, embora o partido da oposição União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) tenha dominado uma pequena parte do território até ao fim da última guerra civil.

[editar] Geografia

Angola situa-se na costa atlântica Sul da África Ocidental, entre a Namíbia e o Congo. Também faz fronteira com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, a oriente. O país está dividido entre uma faixa costeira árida, que se estende desde a Namíbia chegando praticamente até Luanda, um planalto interior húmido, uma savana seca no interior sul e sudeste, e floresta tropical no norte e em Cabinda. O rio Zambeze e vários afluentes do rio Congo têm as suas nascentes em Angola. A faixa costeira é temperada pela corrente fria de Benguela, originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Baixa Califórnia. Existe uma estação das chuvas curta, que vai de Fevereiro a Abril. Os Verões são quentes e secos, os Invernos são temperados. As terras altas do interior têm um clima suave com uma estação das chuvas de Novembro a Abril, seguida por uma estação seca, mais fria, de Maio a Outubro. As altitudes variam bastante, encontrando-se as zonas mais interiores entre os 1 000 e os 2 000 metros. As regiões do norte e Cabinda têm chuvas ao longo de quase todo o ano.

A maioria dos rios de Angola nasce no planalto do Bié, os principais são: rio Kwanza, rio Cuango, rio Cuando, rio Cubango e rio Cunene.

[editar] Pontos extremos

[editar] Clima

Pôr-do-sol numa praia da província de Namibe.

Angola, apesar de se localizar numa zona tropical tem um clima que não é caracterizado para essa região, devido à confluência de três factores:

  • A corrente fria de Benguela ao longo da parte sul da costa.
  • O relevo no interior.
  • Influência do deserto do Namibe, a sudeste.

Em consequência, o clima de Angola é caracterizado por duas estações, a das chuvas, de Outubro a Abril e a seca, conhecida por Cacimbo, de Maio a Agosto, mais seca, como o nome indica, e com temperaturas mais baixas. Por outro lado, enquanto a orla costeira apresenta elevados índices de pluviosidade, que vão decrescendo de Norte para Sul, e dos 800 mm para os 50 mm, com temperaturas médias anuais acima dos 23 °C, a zona do interior, pode ser dividida em 3 áreas:

  • Norte, com grande pluviosidade e temperaturas altas.
  • Planalto Central, com uma estação seca e temperaturas médias da ordem dos 19 °C.
  • Sul com amplitudes térmicas bastante acentuadas devido à proximidade do deserto do Kalahari e à influência de massas de ar tropical.

[editar] Demografia


Cidades mais populosas de Angola

Posição Cidade Região População Posição Cidade Região População

Luanda1.jpg
Luanda
Church in Huambo, Angola.jpg
Huambo
Lobito Lighthouse.jpg
Lobito

1 Luanda Luanda 2 776 125 11 Cabinda Cabinda 66 020
2 Huambo Huambo 226 177 12 Uíge Uíge 60 008
3 Lobito Benguela 207 957 13 Tomboa Namibe 54 657
4 Benguela Benguela 151 235 14 Saurimo Lunda-Sul 40 198
5 Lucapa Lunda-Norte 125 751 15 Sumbe Kwanza-Sul 33 278
6 Kuito Bié 113 624 16 Caluquembe Huíla 30 305
7 Lubango Bié 102 541 17 Gabela Kwanza-Sul 29 151
8 Malanje Malanje 87 047 18 Caxito Bengo 28 229
9 Namibe Namibe 80 150 19 Longonjo Huambo 24 350
10 Soro Zaire 67 553 20 M'Banza Kongo Zaire 24 220
Censo 2006
Trabalhadora angolana carregando filho e ananases.

Os habitantes de Angola são de diferentes etnias, com as seguintes percentagens:[5]

Ovimbundos (37%), mbundos (25%), bakongos (13%), outros grupos nativos (20%).

Os principais centros urbanos, além da capital Luanda, são o Lobito, Benguela, Huambo (antiga Nova Lisboa) e Lubango (antiga Sá da Bandeira). Apesar da riqueza do país em matérias-primas, grande parte da sua população vive em condições de pobreza relativa.

Indicadores Demográficos


História de Angola
Coat of arms of Angola.svg
Esta artigo faz parte de uma série
História pré-colonial
(Pré história-1575)
Historia Pré-colonial‎
Reino do Congo (1395–1914)
Colonização (1575-1648) Flag Portugal (1578).svg
Inicio da colonização (1575-1641)
Rainha N'Zinga (1621-63)
Ocupação holandesa Prinsenvlag.svg (1641-48)
Reconquista (1644-48)
Período colonial (1648-1974) Flag Portugal (1578).svg
Angola‎ colonial (1648-1951)
Província ultramarina Flag of Portugal.svg (1951-74)
Guerra de Independência Waricon.svg (1961-74)
Independência Flag of Angola.svg
Acordo do Alvor (1975)
Guerra Civil (1975-2002)
Intervenção cubana (1975-91)
Fraccionismo (1977)
Batalha de Cuito Cuanavale (1987-88)
Acordos de Bicesse (1990)
Guerra dos 55 Dias (1992-93)
Angolagate (1994)
Protocolo de Lusaka (1994)
Primeira Guerra do Congo (1996-97)
Segunda Guerra do Congo (1998-2003)
Angola do pós-guerra
(2003-actualidade)
Ver também
Império Português
Guerra Colonial

Portal Angola

[editar] Política

Actualmente, o poder político em Angola está concentrado na Presidência. O ramo executivo do governo é composto pelo presidente (actualmente José Eduardo dos Santos), pelo primeiro-ministro (actualmente Paulo Kassoma) e pelo Conselho de Ministros. O Conselho de Ministros, composto por todos os ministros e vice-ministros do governo, reúne-se regularmente para discutir os assuntos políticos do país. Os governadores das 18 províncias são nomeados pelo presidente e executam as suas directivas. A Lei Constitucional de 1992 estabelece as linhas gerais da estrutura do governo e enquadra os direitos e deveres dos cidadãos. O sistema legal baseia-se no português e na lei do costume, mas é fraco e fragmentado. Existem tribunais só em 12 dos mais de 140 municípios do país. Um Supremo Tribunal serve como tribunal de apelação. O Tribunal Constitucional é o órgão supremo da jurisdição constitucional, teve a sua Lei Orgânica aprovada pela Lei n.° 2/08, de 17 de Junho, e a sua primeira tarefa foi a validação das candidaturas dos partidos políticos às eleições legislativas de 5 de Setembro de 2008.

A guerra civil de 27 anos causou grandes danos às instituições políticas e sociais do país. As Nações Unidas estimam em 1,8 milhões o número de pessoas internamente deslocadas, enquanto que o número mais aceite entre as pessoas afectadas pela guerra atinge os 4 milhões. As condições de vida quotidiana em todo o país e especialmente em Luanda (que tem uma população de cerca de 4 milhões, embora algumas estimativas não oficiais apontem para um número muito superior) espelham o colapso das infra-estruturas administrativas bem como de muitas instituições sociais. A grave situação económica do país inviabiliza um apoio governamental efectivo a muitas instituições sociais. Há hospitais sem medicamentos ou equipamentos básicos, há escolas que não têm livros e é frequente que os funcionários públicos não tenham à disposição aquilo de que necessitam para o seu trabalho.

Em 5 e 6 de Setembro de 2008 foram realizadas eleições legislativas, as primeiras eleições desde 1992. As eleições decorreram sem sobressaltos e foram consideradas válidas pela comunidade internacional não sem antes diversas ONG e observadores internacionais terem denunciado algumas irregularidades. O MPLA obteve mais de 80% dos votos, a UNITA cerca de 10%, sendo os restantes votos distribuídos por uma série de pequenos partidos, dos quais apenas um (PRS, regional da Lunda) conseguiu eleger um deputado. O MPLA poderá portanto governar com uma esmagadora maioria. Prevê-se que em 2010 ocorram novas eleições presidenciais, algo que já era esperado ter lugar em 2009. A 21 de Janeiro de 2010 o parlamento angolano aprova a primeira constituição, por 186 votos em 220 integrantes, criticada pela oposição por potencial a perpetuação no poder do actual presidente José Eduardo dos Santos, que pela legislação anterior não poderia concorrer a mais um mandato, podendo com a nova constituição manter-se no poder por mais 2 mandatos, ou seja, dois anos.[6][7] A nova constituição tem sido criticada por não consolidar a democracia, e usar os simbolos do MPLA como símbolos nacionais.[8][9]

[editar] Subdivisões

Angola tem a sua divisão administrativa composta por 18 províncias (listadas abaixo). A divisão administrativa do território mais pequena é o Bairro na cidade, enquanto que nos meios rurais é a povoação.

  1. Bengo
  2. Benguela
  3. Bié
  4. Cabinda
  5. Kuando-Kubango
  6. Kwanza-Norte
  7. Kwanza-Sul
  8. Cunene
  9. Huambo
  10. Huíla
  11. Luanda
  12. Lunda-Norte
  13. Lunda-Sul
  14. Malanje
  15. Moxico
  16. Namibe
  17. Uíge
  18. Zaire
Mapa das subdivisões de Angola.

As províncias estão divididas em municípios, que por sua vez se subdividem em Comunas.

[editar] Economia

O centro da capital de Angola, Luanda.

A economia de Angola caracterizava-se, até à década de 1970, por ser predominantemente agrícola, sendo o café sua principal cultura. Seguiam-se-lhe cana-de-açúcar, sisal, milho, óleo de coco e amendoim. Entre as culturas comerciais, destacavam-se o algodão, o tabaco e a borracha. A produção de batata, arroz, cacau e banana era relativamente importante. Os maiores rebanhos eram de gado bovino, caprino e suíno.

Angola é rica em minerais, especialmente diamantes, petróleo e minério de ferro; possui também jazidas de cobre, manganésio, fosfatos, sal, mica, chumbo, estanho, ouro, prata e platina. As minas de diamante estão localizadas perto de Dundo, no distrito de Lunda. Importantes jazidas de petróleo foram descobertas em 1966, ao largo de Cabinda, e mais tarde ao largo da costa até Luanda, tornando Angola num dos importantes países produtores de petróleo, com um desenvolvimento económico possibilitado e dominado por esta actividade. Em 1975 foram localizados depósitos de urânio perto da fronteira com a Namíbia.

As principais indústrias do território são as de beneficiamento de oleaginosas, cereais, carnes, algodão e tabaco. Merece destaque, também, a produção de açúcar, cerveja, cimento e madeira, além do refino de petróleo. Entre as indústrias destacam-se as de pneus, fertilizantes, celulose, vidro e aço. O parque fabril é alimentado por cinco usinas hidroeléctricas, que dispõem de um potencial energético superior ao consumo.

O sistema ferroviário de Angola compõe-se de cinco linhas que ligam o litoral ao interior. A mais importante delas é a estrada de ferro de Benguela, que faz a conexão com as linhas de Catanga, na fronteira com o Zaire. A rede rodoviária, em sua maioria constituída de estradas de segunda classe, liga as principais cidades. Os portos mais movimentados são os de Luanda, Lobito, Benguela, Namibe e Cabinda. O aeroporto de Luanda é o centro de linhas aéreas que põem o país em contacto com outras cidades africanas, europeias e americanas.

[editar] Infraestruturas

[editar] Saúde

Uma pesquisa em 2007 concluiu que ter uma quantidade pequena ou deficiente de Niacina era comum em Angola.[10]

[editar] Educação

Crianças estudando em uma sala de aula em Bié, Angola.

Apesar de, na lei, a educação em Angola seja compulsória e gratuita até os oito anos, o governo reporta que uma certa percentagem de estudantes não está matriculada em escolas por causa da falta de estabelecimentos escolares e professores.[11] Estudantes são normalmente responsáveis por pagar despesas adicionais relacionadas a escola, incluindo taxas para livros e alimentação.[11] Ainda continua a ser significante as disparidades na matrícula de jovens entre as áreas rural e urbana. Em 1995, 71,2% das crianças com idade entre 7 e 14 anos estavam matriculadas na escola.[11] É reportado que uma percentagem maior de rapazes está matriculada na escola em relação às raparigas.[11] Durante a Guerra Civil Angolana (1975-2002), aproximadamente metade de todas as escolas foi saqueada e destruída, levando o país aos actuais problemas com falta de escolas.[11] O Ministro da Educação contratou 20 mil novos professores em 2005, e continua a implementar o treinamento de professores.[11] Os professores tendem a receber um salário baixo, sendo inadequadamente treinados e sobrecarregados de trabalho (ás vezes ensinando durante dois ou três turnos por dia).[11] Professores também reportaram suborno directamente dos seus estudantes.[11] Outros factores, como a presença de minas terrestres, falta de recursos e documentos de identidade e a pobre saúde também afastam as crianças de frequentar regularmente a escola.[11] Apesar dos recursos alocados para a educação terem crescido em 2004, o sistema educacional da Angola continua a receber recursos muito abaixo do necessário.[11] A taxa de alfabetização é muito baixa, com 67,4% da população acima dos 15 anos que sabem ler e escrever português. 82,9% dos homens e 54,2% das mulheres são alfabetizados, em 2001.[carece de fontes?] Desde a independência em relação à Portugal em 1975, uma quantidade consideráveis de estudantes angolanos continuaram a ir todos os anos para escolas, instituições politécnicas e universidades portuguesas, brasileiras, russas e cubanas através de acordos bilaterais.

[editar] Cultura

[editar] Línguas

Ver artigos principais: Línguas de Angola e Português angolano.

O português é a única língua oficial de Angola. Para além de numerosos dialectos, Angola possui várias línguas indígenas. A língua com mais falantes em Angola, depois do português, é o umbundo, falado na região centro-sul de Angola e em muitos meios urbanos. É língua materna de 26% dos angolanos.[12]

O kimbundo (ou quimbundu) é a terceira língua nacional mais falada (20%),[12] com incidência particular na zona centro-norte, no eixo Luanda-Malanje e no Kwanza-Sul. É uma língua com grande relevância, por ser a língua da capital e do antigo reino dos N'gola. Foi esta língua que deu muitos vocábulos à língua portuguesa e vice-versa. O kikongo (ou quicongo) falado no norte, (Uíge e Zaire) tem diversos dialectos. Era a língua do antigo Reino do Kongo. Ainda nesta região, na província de Cabinda, fala-se o fiote ou ibinda. O chocué (ou tchokwe) é a língua do leste, por excelência. Têm-se sobreposto a outras da zona leste e é, sem dúvida, a que teve maior expansão pelo território da actual Angola. Desde a Lunda Norte ao Cuando Cubango. kwanyama (Cuanhama ou oxikwnyama), nhaneca (ou nyaneca) e umbundo são outras línguas de origem bantu faladas em Angola. No sul de Angola são ainda faladas outras línguas do grupo khoisan, faladas pelos san, também chamados bosquímanos.

Embora as línguas nacionais sejam as línguas maternas da maioria da população, o português é a primeira língua de 30% da população angolana[carece de fontes?] — proporção que se apresenta muito superior na capital do país —, enquanto 60% dos angolanos afirmam usá-la como primeira ou segunda língua[carece de fontes?].

[editar] Dança

Em Angola, a dança distingue diversos géneros, significados, formas e contextos, equilibrando a vertente recreativa com a sua condição de veículo de comunicação religiosa, curativa, ritual e mesmo de intervenção social. Não se restringindo ao âmbito tradicional e popular, manifesta-se igualmente através de linguagens académicas e contemporâneas. A presença constante da dança no quotidiano, é produto de um contexto cultural apelativo para a interiorização de estruturas rítmicas desde cedo. Iniciando-se pelo estreito contacto da criança com os movimentos da mãe (às costas da qual é transportada), esta ligação é fortalecida através da participação dos jovens nas diferentes celebrações sociais (os jovens são os que mais se envolvem), onde a dança se revela determinante enquanto factor de integração e preservação da identidade e do sentimento comunitário.

Depois de vários séculos de colonização portuguesa, Angola acabou por também sofrer misturas com outras culturas actualmente presentes no Brasil, Moçambique e Cabo Verde. Com isto, Angola hoje destaca-se pelos mais diversos estilos musicais, tendo como principais: o Semba, o Kuduro e a Kizomba.

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos.
  2. PNUD, http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=3324&lay=pde, 05 de Outubro de 2009
  3. Angola Energy Profile (em Inglês). Energy Information Administration (17/12/2008). Página visitada em 08/01/2009.
  4. Angola mantém presença militar reforçada em Cabinda.
  5. Título ainda não informado (favor adicionar).
  6. Angola aprovou a nova Constituição - JN. jn.sapo.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010.
  7. Jornal de Negócios Online. www.jornaldenegocios.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010.
  8. Angola: Presidente fica com "os poderes de um ditador africano" - Mundo - PUBLICO.PT. www.publico.clix.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010.
  9. Nova Constituição angolana reforça poderes do Presidente - Globo - DN. dn.sapo.pt. Página visitada em 22 de Janeiro de 2010.
  10. Seal AJ, Creeke PI, Dibari F, et al (January 2007). "Low and deficient niacin status and pellagra are endemic in postwar Angola". Am. J. Clin. Nutr. 85 (1): 218–24. PMID 17209199.
  11. a b c d e f g h i j "Botswana". 2005 Findings on the Worst Forms of Child Labor. Bureau of International Labor Affairs, U.S. Department of Labor (2006). This article incorporates text from this source, which is in the public domain.
  12. a b Angola. Ethnologue.com.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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